{"id":4184,"date":"2019-10-20T17:28:53","date_gmt":"2019-10-20T20:28:53","guid":{"rendered":"http:\/\/www.tribunaregional.jor.br\/?p=4184"},"modified":"2019-10-20T17:28:53","modified_gmt":"2019-10-20T20:28:53","slug":"projetos-universitarios-maximizam-utilizacao-de-frutos-nativos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.tribunaregional.jor.br\/?p=4184","title":{"rendered":"Projetos universit\u00e1rios maximizam utiliza\u00e7\u00e3o de frutos nativos"},"content":{"rendered":"<p>Por quase dois s\u00e9culos, o discurso de &#8220;combate \u00e0 seca&#8221; foi pol\u00edtica no Sert\u00e3o nordestino. Os longos per\u00edodos de estiagem representavam pouca produ\u00e7\u00e3o no campo. A partir das pol\u00edticas de conviv\u00eancia com o Semi\u00e1rido, um novo olhar transformou o ch\u00e3o que, por muitos anos, foi visto como lugar de pobreza. \u00c9 nessa l\u00f3gica que dois projetos da Faculdade de Tecnologia do Cariri (Fatec), em Juazeiro do Norte, objetivam aproveitar ao m\u00e1ximo e por um longo per\u00edodo frutos nativos e comuns da regi\u00e3o. Al\u00e9m disso, a palma forrageira, geralmente utilizada na alimenta\u00e7\u00e3o animal, \u00e9 vista como alternativa saborosa e nutritiva para o consumo humano.<\/p>\n<p>O professor Erl\u00e2nio Oliveira, do curso de Tecnologia de Alimentos, que coordena um projeto de extra\u00e7\u00e3o de \u00f3leo e farinha do pequi, baba\u00e7u e maca\u00faba, explica que quase tudo destes frutos \u00e9 aproveitado. &#8220;Da polpa, a gente extrai o \u00f3leo. A partir do res\u00edduo que resta, usa para produzir farinhas. Dela, poder\u00e1 trabalhar algum produto aliment\u00edcio&#8221;, explica. Com isso, foram criadas receitas de bolos e biscoitos que j\u00e1 passam por an\u00e1lise sensorial, ou seja, foram provadas pelas pessoas.<\/p>\n<p>Cada farinha determina o tipo de receita que pode ser feita. Da maca\u00faba, por exemplo, por causa da colora\u00e7\u00e3o, \u00e9 ideal para ser usada na fabrica\u00e7\u00e3o de p\u00e3es. J\u00e1 com a am\u00eandoa da maca\u00faba pode ser utilizada na fabrica\u00e7\u00e3o de biscoitos. &#8220;A partir da obten\u00e7\u00e3o da farinha, abre os horizontes para os produtos&#8221;, acrescenta Erl\u00e2nio. O professor ressalta que a composi\u00e7\u00e3o feita com frutos nativos possui uma variedade nutricional maior que a farinha de trigo, utilizada convencionalmente.<\/p>\n<p><strong>Al\u00e9m da safra<\/strong><\/p>\n<p>Ampliar a utiliza\u00e7\u00e3o destes frutos para o ano inteiro \u00e9 uma das propostas do projeto. &#8220;A gente levantou estudos e percebeu muitos desperd\u00edcios. N\u00e3o tem muita explora\u00e7\u00e3o. O pequi e o baba\u00e7u, por exemplo, s\u00e3o mais consumidos nas safras. A gente gostaria que perdurasse por mais tempo&#8221;, explica a estudante da Fatec, Raquel Vicente Paulo.<\/p>\n<p>Agora, o projeto tem duas etapas: criar um plano de neg\u00f3cio para tentar colocar alguns produtos no mercado; e visitar comunidades da Chapada do Araripe, onde os frutos s\u00e3o colhidos, para ensinar como funciona o processamento destes alimentos. &#8220;Como \u00e9 simples, d\u00e1 para as pessoas implementarem e conseguirem uma renda extra&#8221;, completa Erl\u00e2nio Oliveira.<\/p>\n<p><strong>Adapta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Outra iniciativa do mesmo curso na Fatec, desenvolvida desde maio, est\u00e1 utilizando a polpa da palma forrageira em receitas de sorvetes e mousse. &#8220;Uma planta comum na regi\u00e3o e muito rica em nutrientes, a gente escolheu a palma porque ela \u00e9 utilizada, simplesmente, para o consumo animal. O objetivo \u00e9 introduzi-la na alimenta\u00e7\u00e3o humana&#8221;, explica a professora C\u00edcera Gomes, que coordena o outro projeto. Rica em vitaminas A e C, e minerais como f\u00f3sforo, ferro e c\u00e1lcio, al\u00e9m de prote\u00ednas, a palma agrega um valor nutritivo \u00e0s duas sobremesas comuns do cotidiano. As receitas s\u00e3o bem simples.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por quase dois s\u00e9culos, o discurso de &#8220;combate \u00e0 seca&#8221; foi pol\u00edtica no Sert\u00e3o&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":4185,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_lmt_disableupdate":"","_lmt_disable":"","footnotes":""},"categories":[15,16],"tags":[],"class_list":["post-4184","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-iguatu","category-regional"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.tribunaregional.jor.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4184","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.tribunaregional.jor.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.tribunaregional.jor.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.tribunaregional.jor.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.tribunaregional.jor.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4184"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.tribunaregional.jor.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4184\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4186,"href":"https:\/\/www.tribunaregional.jor.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4184\/revisions\/4186"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.tribunaregional.jor.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/4185"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.tribunaregional.jor.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4184"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.tribunaregional.jor.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4184"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.tribunaregional.jor.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4184"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}